Matéria editada em 05/02/2010com 158 Vizualizações.

Vamos dar uma olhada geral no texto. Ele está dividido em quatro grandes blocos. Cada bloco tem um recado importante.
Primeiro bloco: cap. 1-4 – Acolhendo Jesus, a melhor boa notícia.
Nestes capítulos, sente-se um clima de grande expectativa, de júbilo, de festa. São os capítulos da infância de Jesus. Tem gente que reza; tem o anjo de Deus dando boas notícias; tem gente que visita; tem gente que manifesta alegria. João Batista convoca o povo à conversão, porque algo muito importante está para acontecer. É um vaivém cheio de vida, de esperança. É um corre-corre silencioso e alegre, para acolher, da melhor maneira possível, a chegada do Messias.
Quem são estas pessoas?
É toda gente pobre e excluída: Zacarias, Isabel, Maria, Simeão, Ana, João Batista, os pastores, José. Todos eles fazem parte dos pobres de Deus, aquele famoso resto justo e fiel de quem já havia falado o profeta Sofonias.
E quem é esse Messias?
É um menino pobre, filho de pais pobres, nascido numa manjedoura. Esse menino é o Messias, o Salvador. Ninguém esperava que a salvação viesse desse jeito. Cada grupo social da época havia criado uma imagem de Messias. Ninguém acertou, nem mesmo João Batista.
Lucas nos dá outra boa notícia: a ação do Messias vai ser em favor de toda a humanidade, sem exclusão de ninguém. Isso aparece na genealogia de Jesus, que parte de Adão, pai de toda a humanidade.
Para ser fiel à missão, Jesus vai ter de superar muitos obstáculos e tentações. Os 40 dias de tentação no deserto significam que Jesus foi tentado ao longo de toda a sua vida. Não foi nada fácil sua fidelidade à missão, mas foi fiel.
Outro dado importante: o Espírito Santo é citado 11 vezes neste bloco. Ele está presente em todas as cenas, agindo eficazmente nas pessoas. Estas são abertas e dóceis ao Espírito Santo. Isso significa que, para acolher o Messias, não é suficiente ser pobre; é preciso estar aberto à presença do Espírito Santo.
Estes primeiros capítulos querem nos preparar para acolher a maior Boa Notícia: Jesus de Nazaré é o Messias, o Salvador. Só mesmo quem reconhece a própria fragilidade, quem sente o peso do mal e do pecado presente em nós e no mundo, vai também sentir necessidade de salvação.
Nós sentimos essa necessidade? Sonhamos com um mundo novo e melhor?
E como acolher Jesus como nosso Salvador?
As pessoas que aparecem neste bloco nos ensinam: precisa ter coração pobre, despojado, humilde, solidário com as dores e os anseios do povo e aberto à ação do Espírito Santo.
Segundo bloco: cap. 4,14 – 9,50.
Jesus realiza a sua missão na Galiléia. Esta é a região norte da Palestina, terra marginalizada econômica e socialmente, terra desprezada pelos que se achavam muito religiosos.
É nesta região que Jesus atua a sua missão: Ele anda muito (é missionário itinerante), visita, escuta, conversa, ensina, cura doente e expulsa demônios.
Acompanhando Jesus no que diz e faz, vamos descobrindo o ser e o agir de Jesus, seus sonhos, seus projetos, sua prática, seus sentimentos e opções, enfim sua missão.
É bom ler estes capítulos com as perguntas: onde e quando se desenvolve a cena? – Quem aparece? – O que diz e faz Jesus? – Qual é o projeto de Jesus? – Com quais atitudes, sentimentos e posturas Jesus leva adiante esse projeto? Afinal, que rosto de Jesus Lucas quer revelar? O que queria dizer a seus destinatários? Quais as luzes e os chamados para nós hoje?
Terceiro bloco: cap. 9,51 – 19,28.
Este bloco conta a última e decisiva viagem de Jesus para Jerusalém. Abrange dez capítulos.
Nesta viagem, acontece a catequese de Jesus sobre os vários aspectos do seguimento dele. Lucas é um apaixonado seguidor de Jesus e, como tal, sente-se plenamente realizado. Ele quer transmitir esta mesma paixão a seus destinatários. Para ele, ser cristão e seguir a Jesus são coisas inseparáveis.
No bloco anterior, Lucas nos fez conhecer mais de perto a Jesus de Nazaré. Agora precisa se definir: seguir ou não a Jesus. Estes capítulos são uma verdadeira escola de aprendizagem para os que pretendem ser discípulos de Jesus.
Lendo-os, podem ser úteis as seguintes perguntas:
Quais exigências Jesus impõe a quem quer ser seu seguidor?
Como vivenciar hoje estas exigências?
Quarto bloco: cap. 19, 29 – 24,53.
Agora estamos em Jerusalém. Esta era a capital política da Judéia e a capital religiosa de todos os judeus. Em Jerusalém moravam os donos do poder econômico, social, político e religioso.
Nesta cidade, há grande oposição ao projeto de Jesus. Ele veio para revelar o sonho do Pai, que é vida e liberdade para todos. Tudo isso contrasta com os interesses dos poderosos.
Por isso, Jesus paga com a sua vida. Ele não recua, continua desmascarando e denunciando todas as estruturas de morte. Ele morre crucificado,mas o derrotado não é Ele, e sim o sistema que produz morte. Jesus ressuscitou e está vivo, para sempre! Portanto, chega de medos e dúvidas! Agora deve-se continuar a mesma missão de Jesus, vivida e encarnada, entre povos e culturas diferentes.
Ao meditar estes capítulos, é bom levantar as perguntas:
Quem quis barrar o projeto de Jesus? Por quê?
Seguir a Jesus traz conflitos também hoje? Como trabalhá-los?
NOTICIAS DIOCESANAS
1) Posse em Costa Rica.
Neste domingo 07, Pe. Fabrício Pinheiro da Silva tomará posse como Administrador Paroquial da Paróquia Sto. Antonio.
Na Catedral São Jose, haverá Assembléia Paroquial.
2) Visitas de Dom Antonino.
Neste sábado 06, Dom Antonino celebra no Paraíso das Águas. No domingo e dias seguintes, estará em Costa Rica.
3) 5ª f., dia 11
Haverá duas iniciativas: - na parte da manhã se reúnem, na Cúria, os gestores de Promoção Social da Região Norte e visitam a Fazendinha; - à noite (19,30), na Capelinha da Residência Episcopal, haverá reza do Terço, sendo o dia de Nossa Senhora de Lourdes.
PASCOM - Pastoral da Comunicação
Paróquia Santo Antonio de Pádua - Diocese de Coxim
Costa Rica - MS
fone: 67 3247-1218