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Costa Rica. Quinta-feira, 09 de Setembro de 2010. Boa Noite!

Colunista - Sou Católico

Matéria editada em 01/03/2010com 100 Vizualizações.


Campanha da Fraternidade em 2010




A Campanha da Fraternidade que neste ano de 2010 é ecumênica traz para reflexão dos fiéis e da sociedade como um todo tema de extremada importância: “economia e vida”. E apresenta como lema, um trecho bastante radical do Evangelho: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Com isso, as Igrejas Cristãs no Brasil, presentes no Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) apresentam a oportunidade de descobrirmos novos caminhos para colaborarmos na “promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das igrejas cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum, em vista de uma sociedade sem exclusão.”

Falar em economia em nossos dias exige que se lance um olhar para uma realidade social onde predominam o individualismo, o egoísmo, o consumismo, grande ausência ética e moral nas relações humanas, uma sociedade estruturada sobre o sistema neoliberal capitalista cujo “deus” maior é o mercado e o único objetivo a ser atingido é o lucro cada vez maior. É constatar a primazia do capital sobre o trabalho, do “ter” sobre o “ser”, o total desrespeito à vida humana e aos bens da natureza.

A vida humana e os bens da natureza, por outro lado, são dádivas recebidas do Criador que não têm como ser pagas para tornarem-se propriedades deste ou daquele e exigem ser devidamente respeitadas em sua dignidade de Origem para que possam desenvolver-se em plenitude como ícones de Sua imagem e semelhança. “Também na vida econômico-social a dignidade da pessoa humana, com sua vocação integral, bem como de toda a sociedade, deve ser honrada e promovida. O homem, com efeito, é o autor, o centro e o fim de toda a vida econômico-social. Porque o fim da economia não está na economia em si mesma, mas na sua destinação humana e social.” (Compendio da Doutrina Social da Igreja, n° 331)

Assim, o objetivo da CF é buscar caminhos para uma transformação de valores na vida em sociedade, fazendo com que a economia esteja a serviço da vida, defendendo-a em todas as circunstancias, em todos os momentos e em todas as dimensões, sem qualquer tipo de discriminação. É construir uma economia que defenda o direito de nascer a todos os seres humanos, desde o momento da concepção no seio materno, garantindo todas as condições para o seu completo desenvolvimento nesse maravilhoso período em que a mulher atinge o ápice de sua realização humana: o de ser mãe, gerando uma vida em seu ventre. É acabar com a economia que permite ceifar vidas indefesas nesse momento intra-uterino.

Uma economia que garanta a todas às mães que possam cumprir o sagrado dever de amamentar seu filho pelo período mínimo necessário, dando ao recém nascido a oportunidade de constituir sólidas bases para a boa saúde futura, descobrindo que aí está uma forma fantástica de reduzir gastos no porvir. Que garanta o sagrado direito humano à segurança alimentar e nutricional sustentável, à dádiva formidável de poder respirar o ar puro e a de suprir a necessidade de água para mitigar a sede e demais imprescindíveis funções dessa preciosidade que tanto a sociedade atual desdenha.

Que garanta uma estrutura familiar acolhedora para que toda criança e adolescente possa encontrar aí o ambiente propício para que sua personalidade seja plasmada sobre valores originários do verdadeiro amor, fortes o suficiente para o enfrentamento da convivência social permeada de conflitos. Que a economia não seja mais a causa de tantas desuniões de casais como acontece em nossos dias.

Que a economia coloque como primazia que todos os seres humanos em desenvolvimento possam participar de um processo educacional capaz de transformá-lo em cidadão na plenitude de suas potencialidades. Que o acesso aos recursos para garantia das condições plenas de saúde seja uma realidade para todos.

Um dos caminhos mais importantes e ao mesmo tempo mais difícil de construir seria o da relação capital e trabalho sustentada na justiça e no respeito à dignidade da pessoa humana e nos direitos dos trabalhadores. Que sustentasse um processo de justa distribuição da renda e que abrisse a todos a oportunidade ao trabalho. Viriam ainda a garantia de moradia digna a todos, a possibilidade de acesso ao esporte, ao lazer, à cultura, enfim, a tudo aquilo que a própria Constituição Federal estabelece, mas que na pratica, dificilmente acontece.

Colocar como objetivo uma transformação social dessa grandeza, à primeira vista pode parecer utopia ou alienação. Porém, cada um pode perfeitamente, em sua reflexão, começar a agir de tal forma que vá criando ao seu redor ambiente propicio a tais mudanças de valores que podem fazer germinar a sociedade justa e solidária que o Evangelho nos propõe.

Antonio Oswaldo Storel é coordenador do CNLB – Diocese de Piracicaba.

FONTE:SITE DA DIOCESE DE COXIM

PASCOM - Pastoral da Comunicação
Paróquia Santo Antonio de Pádua - Diocese de Coxim
Costa Rica - MS
fone: 67 3247-1218








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